segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Mais bonito

Bela a iniciativa das Lojas Pompéia: O restauro da fachada do Theatro Carlos Gomes, com esse belo laranjão com certeza dá uma cor bonita ao centro.

O Theatro Carlos Gomes passou por todas as etapas que os cinemas de rua passaram pra se manterem vivos. Depois do auge dos anos 40 vieram as duplas matinés baratas (estas já nos meus tempos de filmes de kung-fu, no falecido cine Ópera em caxias....depois conto esta história), associadas aos pornozão à noite. Depois de fecharem um a um foram se trasnformando em bingos, estacionamentos ou, não sei se o pior destino antes da destruição, viraram filias da Assembléia de Deus (Claro q o cpovo não ia comentar esta fase).

O Carlos Gomes passou todas essas fases, mas deu a volta por cima, não como cinema, mas uma bela Loja de Departamentos!

CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2007
Para lembrar de um cinema Fachada do prédio do Cine Theatro Carlos Gomes ganha restauração




O prédio que abrigou durante várias décadas o Cine Theatro Carlos Gomes, na rua Vigário José Inácio, nº 355, foi totalmente recuperado e passa a abrigar um estabelecimento comercial, a partir desta segunda-feira. O estilo eclético da fachada e suas esculturas, uma esfinge de Carlos Gomes, belas máscaras gregas, instrumentos musicais e a estátua da Alegoria da Luz, além da parte interna da construção, passaram por uma profunda recuperação.

A sala central passou por várias fases O Carlos Gomes foi inaugurado em 1923, quando o Centro da Capital abrigava a elite urbana, as primeiras salas de cinemas e as confeitarias e lojas luxuosas. Neste período, além do Carlos Gomes, também começaram a funcionar os cinemas Capitólio (1928), o República (1922), o Navegantes (1922), o América (1923), o Orpheu (1923), o Avenida (1925) e o Ypiranga (1928). O conselheiro do Clube de Cinema de Porto Alegre, Paulo Casa Nova, conta que o Carlos Gomes tinha 2 mil lugares e chegou até a ter uma orquestra para executar a trilha sonora dos filmes. 'Dos anos 20 até o início dos 60, a sala exibiu os primeiros lançamentos do cinema mundial. Depois, começou a ter uma programação chamada 'dupla'. O espectador comprava um ingresso e tinha direito a assistir a um faroeste italiano e a um filme de luta marcial', relata Casa Nova.

Após esse período, nos anos 80, o cinema começou a degradar-se ao exibir filmes pornográficos. Com esse gênero seguiu até 2002, quando fechou suas portas.

O pesquisador Cláudio Todeschini conta que o prédio do Cine Theatro Carlos Gomes tinha camarotes ao nível da platéia e balcões. Se apresentaram no local personalidades como Noel Rosa, Francisco Alves, Procópio Ferreira, o tenor Carlos Baute, além de companhias de revistas e zarzuelas espanholas. Segundo ele, nos anos 60, a sala sofreu reformas e ficaram somente as cadeiras da platéia, dando por encerrado o aspecto de teatro. Vários fatores contribuíram para o final deste cinema e de outros, chamados de 'cinema de calçada'. Casa Nova acredita num conjunto de motivos, como a degradação do centro, a insegurança e o surgimento de dezenas de salas em shoppings.

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